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quarta-feira, 12 de junho de 2013

Consumo de ômega 3 na gravidez resulta em bebês mais saudáveis.

Estudo mostra que a substância evita partos prematuros e promove o nascimento de crianças maiores.



Acaba de ser divulgada mais uma notícia sobre os benefícios da suplementação nutricional durante a gravidez que pode favorecer a saúde do bebê. Uma nova pesquisa divulgada no The New York Timesrevelou que as mulheres grávidas que tomaram suplementos diários de DHA (ácido docosahexaenóico), um tipo de ácido graxo essencial do ômega-3, tiveram gestações mais longas, bebês maiores e menor índice de nascimentos prematuros.

Para chegar a essa conclusão, os pesquisadores escalaram aleatoriamente 154 mulheres saudáveis a tomar 600 miligramas de DHA durante a última metade da gravidez, enquanto outras 147 tomaram um suplemento placebo.

Feito isso, também foram realizadas avaliações sobre educação materna, nível socioeconômico, gestações anteriores, além de tabagismo e outros fatores de risco.

Com os resultados unidos ao consumo (ou a falta) do DHA, eles descobriram que os bebês cujas mães tomaram suplementos eram quase um 1,5 kg mais pesados do que aqueles das mães que não consumiram a substância. Além dessa característica, as crianças das mães que tomaram o DHA também tinham circunferências maiores de cabeça.

O estudo também revelou que quase 5% das mães que tomaram o placebo deram à luz com 34 semanas de gestação ou menos, em comparação com apenas 0,6% das mães que tomaram DHA.

A autora do estudo, Susan E. Carlson, professora de nutrição da Universidade de Kansas, disse que a incidência de recém-nascidos com baixo peso e as gestações com 34 semanas (ou menos) no grupo que tomou placebo é muito semelhante às taxas da população em geral, enquanto o grupo que tomou DHA teve reduções muito significativas nesses riscos. Vale destacar que a pesquisa revelou que não houve efeitos adversos no consumo dos suplementos.

Apesar de ser necessário um estudo mais abrangente, a pesquisadora afirmou que as mulheres devem conversar com os seus médicos sobre a possibilidade de adotar o consumo de suplementos de DHA durante a gravidez. O estudo foi publicado no periódico online do American Journal of Clinical Nutrition. 

É importante lembrar que esse tipo de ômega-3 pode ser encontrado naturalmente em alguns alimentos como nos peixes de água fria, como salmão, sardinha e arenque.



"A presente orientação não dispensa o atendimento presencial com um nutricionista".

Cesariana contribui para obesidade abdominal


Estudo na Faculdade de Medicina de Ribeirão Preto (FMRP) da USP comprova que o parto cesariano é um fator de risco para a obesidade em adultos jovens, se comparado com os nascidos de parto normal. Segundo a pesquisadora Denise Nascimento Mesquita, uma das explicações para essa conclusão é que as mudanças na microbiota intestinal induzidas pela cesariana é que aumentam esse risco.
"Fatores ambientais, genéticos, fisiológicos e comportamentais sempre foram considerados riscos para a obesidade em adultos jovens. O que conseguimos identificar pela primeira vez, é que a cesariana também pode contribuir para a obesidade abdominal e subcutânea na idade adulta, e não somente para a obesidade total medida pelo índice de massa corporal, como já fora demonstrado em outro estudo com essas mesmas pessoas", diz Mesquita.
Além do tipo de parto, a pesquisa avaliou se outros fatores, como as condições da mãe, da gestação e do recém-nascido, influenciaram na obesidade abdominal e subcutânea na vida adulta dessas crianças. Avaliou, ainda, se os hábitos de vida e fatores socioeconômicos do adulto jovem eram fatores de risco para esse tipo de obesidade.
Como indicadores de obesidade abdominal, utilizam a circunferência da cintura (CC), a razão cintura-altura (RCA) e arazão cintura-quadril (RCQ); e como indicadores de obesidade subcutânea a prega cutânea tricipital (PCT) e a prega cutânea subescapular (PCS).
A pesquisadora explica que utilizou esses indicadores porque o objetivo era investigar a associação da adiposidade (tecido de gordura) com o parto cesáreo, uma vez que a associação com o Índice de Massa Corporal (IMC) já era descrita pela literatura. A análise da relação do parto com esses indicadores (de obesidade abdominal e subcutânea) foi realizada por meio de regressão de Poisson, modelo estatístico que estima o risco de um fator estar associado ao risco estudado.
Cesariana e gordura corporal
O estudo foi realizado com 2.063 jovens entre 23 e 25 anos, nascidos entre 1978 e 1979 (veja a seguir). Eles foram divididos em dois grupos. Num, avaliaram as variáveis do nascimento (sexo, peso do recém-nascido, tabagismo materno durante a gestação, escolaridade materna no momento do parto, idade gestacional e paridade). Já no segundo, além das variáveis do nascimento, também levaram em conta as variáveis do agora adulto (escolaridade, renda familiar atual, tabagismo, prática de atividade física, consumo de calorias na dieta, porcentagem de gordura na dieta, idade e cor da pele).
Os resultados mostraram que 32% das pessoas avaliadas nasceram de cesariana.Embora outros fatores avaliados no estudo, tanto na época do nascimento como na idade adulta, tenham se mostrado associados com a adiposidade aumentada, como por exemplo, sexo feminino (associado à PCT e PCS aumentados), peso ao nascer igual ou maior que 4 quilos (associado somente a CC aumentada); paridade materna igual ou maior que 5 partos (associado a RCQ aumentada) e maior idade do adulto jovem (associada a CC aumentada), o parto cesariano se mostrou associado a todas as cinco medidas de adiposidade aumentadas.
O estudo confirma que o aumento de gordura corporal é multifatorial. Porém acrescenta mais um fator para esse aumento, a cesariana. "Até o momento, este é o primeiro trabalho que associa o parto cesariano com outros indicadores de obesidade no adulto jovem, que não o índice de massa corporal", afirma Mesquita.
A pesquisadora alerta para o fato de que ambos, cesariana e obesidade, têm aumentado mundialmente, sendo alvos de investigações a respeito de suas causas e consequências. Assim, como a cesariana contribui para a ocorrência da obesidade, também a obesidade em mulheres gestantes contribui para a realização do parto por meio da operação cesariana. "Ambos são considerados problemas de saúde pública, necessitando de atenção para estratégias voltadas para diminuição destes e de ações que visam controlar o aumento desenfreado tanto de um como do outro".
A pesquisa Parto cesáreo e outros fatores de risco para adiposidade aumentada no adulto jovem foi defendida em janeiro de 2013, no programa de pós-graduação em Saúde da Criança e do Adolescente, sob orientação do professor Marco Antonio Barbieri, do Departamento de Puericultura e Pediatria da FMRP.
Entre 1978 e 1979, equipe coordenada pelo professor Marco Antonio Barbieri, do Departamento de Puericultura e Pediatria da FMRP, foi responsável pelo primeiro estudo epidemiológico mais abrangente feito no País. Cadastraram 6.750 crianças nascidas vivas em Ribeirão Preto, acompanhando seus desenvolvimentos, possibilitando comparações e informações em diferentes etapas de suas vidas até a maioridade. Em 1994, realizaram novo estudo. Desta vez, com uma amostra de 2.846 pessoas, também nascidas em Ribeirão Preto. Em 2010, reiniciaram a pesquisa, acompanhando não uma amostra, mas todos os nascidos em Ribeirão Preto (cujas mães morem na cidade).

http://noticias.uol.com.br/saude/ultimas-noticias/redacao/2013/04/02/cesariana-contribui-para-obesidade-abdominal-mostra-pesquisa-da-usp.htm

"A presente orientação não dispensa o atendimento presencial com um nutricionista".

Crianças nascidas de cesarianas podem ter mais risco de sofrer de obesidade.

Uma das teorias é de que os bebês nascidos cirurgicamente não são expostos a algumas bactérias que ajudariam a regular o metabolismo.



De acordo com dados do Ministério da Saúde, as taxas de cesarianas só aumentam a cada ano em nosso país, sendo que em 1994 era de 32% em todo o território nacional e, em 2010, alcançou 52%. Esses números são mais do que o dobro das taxas recomendadas pela OMS (que recomenda apenas de 10 a 15% dos partos dessa forma).

O Brasil é considerado o país com mais procedimentos de cesárea no mundo inteiro. Em outros países, esse tipo de parto é feito somente quando há risco para a mãe e o bebê, pois o normal garante uma recuperação melhor da mulher e agora tem sido mostrado ainda como forma de prevenir a obesidade futura da criança.

Esse fato foi revelado em uma pesquisa feita pela Escola de Medicina da Universidade de Nova York, que encontrou uma conexão entre as cesarianas e a obesidade na infância. Segundo as avaliações, esses procedimentos fazem com que as crianças nascidas cirurgicamente sejam 83% mais propensas a ter excesso de peso quando crescerem do que aquelas nascidas naturalmente.

Uma das teorias para explicar esse resultado é que os bebês no parto natural são expostos a bactérias no canal de saída que ajudam a regular o metabolismo deles no futuro e aqueles nascidos cirurgicamente não passam por essa exposição.

Para chegar a essa conclusão, os pesquisadores examinaram os registros de saúde de mais de 10 mil crianças britânicas e descobriram que aquelas que nasceram de cesariana e tinham 11 anos de idade eram 83% mais propensos a ter excesso de peso em comparação com aquelas que nasceram naturalmente.

Os resultados do estudo confirmam pesquisas anteriores que também encontrou uma ligação entre cesarianas e obesidade infantil. "Pode haver conseqüências para as crianças nascidas de cesarianas a longo prazo que ainda não conhecemos", disse a principal pesquisadora Dra. Jan Blustein, da Escola de Medicina da Universidade de Nova York.

Entretanto, a pesquisadora afirmou que a extensão do risco de obesidade em crianças 'não é grande' e não deve ser um fator a se considerar quando uma mulher deve fazer a cesárea por razões médicas, mas sim quando ela opta sem um motivo concreto.

A pesquisa, publicada no International Journal of Obesity, também destacou os riscos para as mulheres de realizar uma cesariana, incluindo aumento da possibilidade de lesões intestinais ou da bexiga, bem como futuras complicações em outras gestações.

A Dra. Blustein disse que uma razão para a ligação entre a cesariana e a obesidade poderia ser porque estas crianças não são expostas a bactérias benéficas no canal de parto e, portanto, seus corpos levam mais tempo para acumular esses micro-organismos bons que aumentam o metabolismo. Os adultos obesos tendem a ter menos bactérias "amigáveis" em seu trato digestivo e níveis mais altos de bactérias "ruins", o que significa que eles queimam menos calorias e armazenam mais como gordura.


"A presente orientação não dispensa o atendimento presencial com um nutricionista".

Alimentação correta da mãe garante a saúde dos ossos do bebê

Pesquisa mostra que as vitaminas têm um papel fundamental no desenvolvimento ósseo da criança.




Um novo estudo aponta que mães que tem uma alimentação rica em vitaminas dão a luz a bebês que desenvolvem ossos mais fortes na infância, é o que aponta o jornal americano The New York Times.


A pesquisa contou com a participação de cerca de 3 mil gestantes que tiveram suas dietas associadas ao desenvolvimento ósseo das crianças após o nascimento. Os pesquisadores pediram que cada mãe registrasse sua alimentação diária para que essas informações fossem comparadas com a concentração de vitaminas em seu sangue. Quando as crianças completaram 6 anos, os cientistas realizaram testes para avaliar a densidade óssea dos pequenos.


Os resultados apontam que as crianças cujas mães consumiam mais proteína, fósforo e vitamina B12 durante a gestação tinham os melhores índices de densidade e mineralização óssea. Já as mães que apresentaram um maior consumo de carboidratos e altas concentrações de homocisteína – um aminoácido que se acumula no organismo em função da falta de vitaminas do complexo B – geraram crianças com baixa densidade óssea e pouca mineralização.


O estudo – que foi publicado no periódico The American Journal of Clinical Nutrition – não pode assumir como regra que as gestantes que seguiram uma dieta rica em vitaminas necessariamente mantiveram esse padrão alimentar com seus filhos. Mas os pesquisadores acreditam que exista uma relação mais direta e que “a exposição fetal à nutrição pode influenciar permanentemente o seu desenvolvimento ósseo”.



"A presente orientação não dispensa o atendimento presencial com um nutricionista".

quinta-feira, 23 de maio de 2013

Drible algumas das doenças hereditárias comuns com hábitos simples

Adote atitudes preventivas para driblar algumas doenças mais comuns herdadas por familiares



No século 19, o botânico Gregor Mendel percebeu que um pé de ervilha era capaz de transmitir sua cor e textura para a próxima geração da planta. Com pessoas, o princípio é o mesmo, apesar de mais complexo.
Foto: Danilo Borges

 
Nosso destino não está marcado nas estrelas, mas nos genes. São eles que determinam boa parte de nossas características. “Têm como função codificar proteínas e enzimas que atuam no corpo”, explica Fernanda Teresa de Lima, geneticista do Hospital Israelita Albert Einstein (SP). O código genético ainda é responsável por criar uma predisposição para o desenvolvimento de alguns tipos de problemas, como diabetes, demências e até câncer — são centenas de genes envolvidos em uma única patologia. “O risco de lidar com uma doença é, de fato, maior quando se tem um familiar diagnosticado com a mesma complicação”, conta a geneticista. E quanto mais próximo o grau de parentesco, maior a probabilidade de pipocar a encrenca. Conheça as características das principais doenças herdadas e o que você pode fazer para driblar a força da natureza.

Demências

O Alzheimer e o corpúsculo de Lewy — que também causa perda de memória e dificuldade de comunicação — apresentam um forte componente genético. “Existe, sim, um risco elevado de desenvolvê-las caso haja algum parente próximo com a doença”, esclarece David Schlesinger, neurologista do Hospital Israelita Albert Einstein (SP).

Idade em que a doença costuma aparecer: por volta dos 60 anos.

Primeiros sintomas: alteração cognitiva, diminuição da memória, dificuldade em se expressar, esquecimento, apatia, depressão e perda da capacidade de realizar tarefas do dia a dia.

Prevenção: “malhar a mente é a melhor saída”, diz André Lima, neurologista do Hospital Barra D’Or (RJ). “É preciso ler, manter-se ativa, viajar, tocar instrumentos e praticar atividades físicas. Pesquisas mostram que quem se exercita tem uma chance quatro vezes menor de desenvolver Alzheimer”, completa o especialista. Controlar o tabagismo, a hipertensão e o diabetes também reduz a incidência do problema.

Câncer

Nesse caso é preciso diferenciar genético de hereditário. “O câncer surge a partir de mutações nas células. Portanto, todos têm um caráter genético”, diz José Cláudio Casali, oncologista do Centro Oncológico de Niterói (RJ). Definido isso, podemos classificar apenas 10% das ocorrências como hereditárias. Os cânceres mais relacionados à genética são os de ovário, de mama, de intestino, de tireoide e de estômago.

Idade em que a doença costuma aparecer: o de mama e o de ovário tendem a surgir durante o período fértil da mulher. “Já os outros devem ser investigados entre 10 e 15 anos antes da idade em que o primeiro familiar foi acometido pela doença”, conta Ana Paula Garcia Cardoso, oncologista clínica do Hospital Israelita Albert Einstein (SP).

Primeiros sinais: cada tipo tem suas características. O de intestino e o de endométrio provocam dores, enquanto o de tireoide se manifesta por meio de nódulos palpáveis.

Prevenção: é preciso equilíbrio alimentar, atividade física regular e extinção de agentes cancerígenos, como álcool e cigarro. “Além disso, é essencial que pessoas com predisposição genética a algum tipo de câncer procurem um oncologista desde cedo”, alerta Ana Paula Cardoso.

Problemas cardíacos

Uma pesquisa publicada pela revista científica ¬ e Lancet no ano passado mostra que homens com variação no cromossomo Y têm uma probabilidade 50% maior de transmitir aos filhos uma doença arterial causadora de infarto.

Idade em que a doença costuma aparecer: acontece até em recém-nascidos, mas é mais comum por volta de 50 anos nas mulheres.

Primeiros sintomas: muitas doenças cardíacas são assintomáticas e só são descobertas por meio de consultas médicas e check-ups periódicos.

Prevenção: “exercícios são uma alternativa saudável para espantar os males”, diz Rodrigo Leandro Ginberg, cardiologista do Hospital Israelita Albert Einstein (SP).

Osteoporose

A genética influencia nossa massa óssea. “Mas não é uma regra certa. Exercícios, dieta e fumo também têm papel decisivo na formação dos ossos”, explica Ari Halpern, reumatologista do Hospital Israelita Albert Einstein (SP).

Idade em que a doença costuma aparecer: geralmente na pós-menopausa. Primeiros sintomas maior ocorrência de fraturas.

Prevenção: “pratique exercícios regularmente, ingira bastante cálcio por meio da alimentação*, tome sol para garantir o aporte de vitamina D e evite cigarros, bebidas alcoólicas e café em excesso”, aconselha Ari Halpern.

Diabetes

Se um dos pais tem o tipo 2 — que corresponde a 95% dos casos —, deve haver acompanhamento nas gerações mais novas. “Agora, se tiver o tipo 1, não necessariamente o filho desenvolverá diabetes. Mas há risco de apresentar doenças autoimunes”, completa Alex Leite, endocrinologista do Hospital e Maternidade São Luiz (SP).

Idade em que a doença costuma aparecer: acima dos 30 anos. “Porém está cada vez mais frequente em adultos jovens, adolescentes e crianças”, revela Alex Leite.

Primeiros sintomas: ingestão de muito líquido, mais idas ao banheiro, muita sede, fome, tontura, mal-estar e visão turva.

Prevenção: coma pouco, devagar e não faça jejum. Evite gordura, consuma mais alimentos integrais, pratique exercícios e tente fugir do estresse exagerado.

Glaucoma

O aumento da pressão ocular atinge o nervo óptico e causa uma perda irreversível da visão. Aqui, o componente genético é um dos principais fatores de risco. “Não há percentual estabelecido, mas pacientes com histórico familiar devem ser submetidas a avaliações”, alerta Andréa Barbosa, oftalmologista da Rede D’Or São Luiz (RJ).

Idade em que a doença costuma aparecer: o tipo de glaucoma mais comum, o crônico de ângulo aberto, se manifesta por volta dos 40 anos.

Primeiros sintomas: perda da visão periférica.

Prevenção: “não há como evitar seu aparecimento, mas quanto mais cedo for detectada, menor o dano à visão”, diz Andréa Barbosa.

Doença celíaca

O organismo de pessoas que convivem com essa complicação reconhece o glúten dos alimentos como um invasor. Aí, para combatê-lo, aciona o sistema imunológico. Só que os mesmos anticorpos que destroem a substância danificam a mucosa que reveste o intestino delgado. Não se sabe exatamente por que isso acontece com algumas pessoas e com outras não, mas é certo que há fatores hereditários. “Apesar disso, uma pessoa que tenha um parente com a doença pode passar a vida toda sem desenvolvê-la”, explica Mauro Toporovski, gastropediatra da Santa Casa de São Paulo (SP). “O risco de apresentar a complicação, se houver antecedência familiar, é de 10% a 15%”, completa ele.

Idade em que a doença costuma aparecer: surge nos primeiros anos de vida ou já na idade adulta. “Existe uma grande relação com o sistema imunológico. Por isso, doenças que afetam a imunidade intensificam o risco”, diz Mauro Toporovski.

Primeiros sintomas: dor abdominal, gases, diarreia, perda de peso, erupções na pele, cãibras, dores nas juntas e cabelos quebradiços.

Prevenção: elimine os produtos com glúten do cardápio — os principais são pães, bolos e massas feitos com trigo, aveia, centeio ou cevada. Cerveja, sopas de latinha, molho de salada, sorvete de massa, ketchup e mostarda também levam a substância. Leia os rótulos com atenção.

http://corpoacorpo.uol.com.br/blogs/mulher-de-corpo/drible-algumas-das-doencas-hereditarias-comuns-com-habitos-simples/3625

*Fontes vegetais - preferencialmente.
"A presente orientação não dispensa o atendimento presencial com um nutricionista".

Fadiga e sonolência? Pare de comer alimentos ricos em gordura


Você morre de vontade de tirar uma soneca depois do almoço? Talvez seja melhor trocar as batatas fritas industrializadas por uma batata de verdade.

Um novo estudo confirma que a ingestão excessiva de alimentos gordurosos está associada a índices mais elevados de sonolência. Já o consumo de carboidratos gera o efeito contrário, aumentando o estado de alerta.

Participaram do estudo 31 adultos saudáveis, que passaram quatro noites em um laboratório do sono. Os pesquisadores monitoraram suas refeições e testaram a sonolência com um procedimento chamado Teste Múltiplo de Latência de Sono, que usa eletrodos para medir ondas cerebrais, movimentos oculares e outros indicadores.

Estudos anteriores encontraram a mesma associação entre a dieta e os níveis de cansaço em relatos subjetivos. O novo estudo é o primeiro a fornecer evidências objetivas de que as dietas ricas em gordura aumentam ainda mais a preguiça no meio da tarde.

“A sonolência diurna excessiva e a fadiga são muito comuns no mundo moderno, e estão em ascensão”, afirma o psiquiatra Alexandros Vgontzas, da Faculdade de Medicina de Penn State, em um comunicado à imprensa.

“Uma dieta rica em gordura reduz acentuadamente o estado de alerta , o que pode gerar um impacto na capacidade do indivíduo de reagir com prontidão e afetar a segurança pública”, enfatiza o médico.


http://discoverymulher.uol.com.br/saude/nutricao/fadiga-e-sonolencia-pare-de-comer-alimentos-ricos-em-gordura/

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COMO PROTEGER O CORAÇÃO DO INFARTO E DO AVC

Veja alguns fatores de risco que podem desenvolver as duas do coração doenças que mais matam no Brasil: o AVC e o infarto


A obesidade, tabagismo, estresse e coleterol alto podem acarretar o infarto e o AVC. Para se proteger dessas doenças pratique exercícios físicos, melhore sua alimentação e consulte um especialista periodicamente.
Ilustração: Ana Luiza Aragão

Níveis de Colesterol

É o principal fator de risco para o AVC e o infarto . A explicação é simples. “O LDL colesterol, ou colesterol ruim, tende a se depositar nas paredes vasculares, levando à formação de placas que podem atrapalhar ou impedir a circulação sanguínea, os ateromas, levando a infartos, derrames e outros problemas cardiovasculares”, diz Moretti.

Como proteger o seu coração: o colesterol alto é um assintomático. Para detectá-lo, é preciso submeter-se a exames de sangue, pelo menos uma vez por ano. O médico fará a leitura dos níveis de colesterol total, LDL, HD e de triglicérides no sangue, e observará a presença de outros fatores de risco. Em geral, uma dieta pobre em gorduras saturadas e a adesão a um programa de exercícios traz resultados. “Estima-se que a redução de 10% nos níveis de colesterol, num adulto de 40 anos, promove a queda de 50% do risco em cinco anos”, atesta o cardiologista Giani. Melhorando a alimentação, evitando alimentos gordurosos e embutidos ajudam a regular os níveis de colesterol

Tabagismo

O tabagismo aumenta em quatro vezes as chances de infarto. “O fumo favorece a formação de coágulos no sangue, fragiliza a parede dos vasos sanguíneos, faz o bater mais rápido e ainda aumenta o processo inflamatório conhecido como aterosclerose, que pode levar à obstrução total ou parcial da circulação. Além disso, as substâncias tóxicas do cigarro podem provocar o espasmo dos vasos, diminuindo a quantidade de sangue que chega ao coração”, explica o cardiologista Raul Dias Santos, do Instituto do Coração do Hospital das Clínicas de São Paulo (InCor-HCFMUSP). E atenção! O risco de problemas cardíacos mais sérios existe mesmo para aquelesque fumam menos de um maço por dia. Segundo o especialista, quando se trata do coração e do sistema vascular, há estudos que comprovam que mesmo a baixa exposição ao tabaco eleva muito a suscetibilidade a complicações”, completa Giani.

Como proteger o seu: a única medida realmente eficiente é largar o vício. O sacrifício é grande, mas vale a pena: “Quem para de fumar reduz o risco de eventos cardiovasculares em 50% em apenas seis meses de abstinência. Após cinco a dez anos o risco cai em até 60%”, afirma Dias Santos.

Obesidade

O excesso de peso pode acarretar doenças como o diabetes e a pressão alta, o que aumenta o risco de infarto e AVC. “A obesidade abdominal aumenta em 62% o perigo de sofrer um evento cardíaco”, alerta Dias Santos. Segundo ele, a gordura abdominalnão funciona apenas como um depósito, mas “como uma usina química que produz compostos danosos ao organismo”.

Como proteger o seu: para combater o excesso de peso e a “barriguinha”, a receita é a de sempre: combine uma dieta balanceada a exercícios aeróbicos. “Uma lipoaspiração não fará muita diferença nesse caso, do ponto de vista da saúde. Essa operação não remove a gordura acumulada nas vísceras e no fígado, justamente a mais preocupante”, diz o médico.

Estresse que afeta o coração

Segundo dados da pesquisa Interheart, um grande estudo internacional controlado, o estresse no trabalho, bem como no lar, aumenta as chances de sofrer um infarto em quase três vezes. “Trata-se da mesma relação encontrada entre o infarto, o fumo e o colesterol alto. Anote-se que ela é inclusive superior ao risco encontrado no diabetes”, atesta o psicólogo Armando Ribeiro das Neves Neto, do Hospital Beneficência Portuguesa de São Paulo. Quando se torna crônica, a sensação de tensão também acaba comprometendo o sistema imunológico, o que piora a situação. O resultado é que esse fator contribui para aumentar a pressão arterial, a frequência cardíaca e tambéma resposta inflamatória do organismo. A causa desse fenômeno é a descarga aumentada do hormônio cortisol na corrente sanguínea.

Como proteger o seu: “É perfeitamente possível administrar o estresse adotando hábitos como dormir bem, fazer exercícios, evitar álcool e cigarro e praticar algum tipo de relaxamento, como as técnicas de respiração que acalmam”, garante a psicóloga Ana Maria Rossi, presidente da International Stress Management Association do Brasil. Para Neves Neto, outras orientações também são válidas: “Aprender a usar o bom humor nos momentos difíceis, buscar amigos e parceiros divertidos, escrever um diário ou criar uma caixa de preocupações, ouvir músicas relaxantes, fazer massagem, acupuntura ou ioga. Por fim, os especialistas indicam a terapia cognitivo-comportamental que pode ser muito útil para tratar o estresse.”

"A presente orientação não dispensa o atendimento presencial com um nutricionista".