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sábado, 10 de março de 2012

Brasil lança plano para combater obesidade infantil nas escolas


06/03/2012

O Governo brasileiro começa esta terça-feira um programa que leva médicos e nutricionistas a 55 mil escolas públicas, como uma estratégia para combater o aumento da obesidade infantil, doença comum em países ricos.

A "Semana de Mobilização Saúde na Escola" deve atender a mais de 10 milhões de crianças com exames médicos e com o acompanhamento de nutricionistas.

O peso das crianças brasileiras tem aumentado nos últimos anos, ao mesmo tempo em que cresce o número de pessoas na classe média, com mais poder de compra, e que diminui a má nutrição infantil.

Os dados mais recentes, divulgados numa pesquisa da Fundação Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) em 2009, mostram que uma em cada três crianças entre cinco e nove anos está acima do peso recomendado pela Organização Mundial de Saúde.

A percentagem de meninos entre 10 e 19 anos de idade com excesso de peso passou de 3,7% em 1975 para 21,7% em 2009.

Já a altura abaixo da adequada, que indica desnutrição, caiu de 29,3% em 1975 para 7,2% em 2009, na mesma faixa etária.

O crescimento do poder aquisitivo sem o aumento proporcional do nível de educação e informação influencia no consumo de alimentos não saudáveis, segundo o chefe do ambulatório de obesidade do Hospital das Clínicas de São Paulo, Márcio Mancini.

"Chega mais dinheiro, mas a pessoa não sabe o que fazer adequadamente com ele, e passa a ir muito a restaurantes 'fast food', o que não é adequado", afirmou, por telefone, à Lusa.

Os grandes vilões da obesidade infantil, segundo Mancini, são uma pior alimentação, a redução da atividade física, o marketing agressivo de alimentos não saudáveis e a diminuição do consumo de comida caseira.

O problema ocorre, inclusive, dentro das escolas, pois as crianças sentem vergonha de levar o lanche feito de casa e preferem comprar outros produtos, menos saudáveis, nos bares. "Às vezes até há opções adequadas nas cantinas, mas elas são preteridas", disse o médico.

O ministro da Saúde brasileiro, Alexandre Padilha, afirmou em declarações na rádio e na televisão que doenças como a obesidade podem afetar o desempenho escolar das crianças, e garantiu que a iniciativa de levar médicos às escolas continuará no decorrer do ano.

O chefe do ambulatório de obesidade do Hospital das Clínicas afirma que o plano é valido, desde que não seja uma iniciativa isolada, mas feito de forma organizada e repetida.

fonte: Jornal de Notícias

quinta-feira, 2 de fevereiro de 2012

Pesquisa aponta que 58% dizem estar acima do peso na América Latina

Mais da metade da população mundial, ou 53% das pessoas, considera-se acima do peso. Moradores da América Latina superam essa média global, já que 58% dos entrevistados dizem estar acima do peso ideal. Os resultados mundiais foram divulgados ontem e integram uma pesquisa sobre tendências de alimentação realizada pela Nielsen em 56 países, incluindo o Brasil. Foram entrevistadas 25 mil pessoas.

De acordo com a pesquisa, 74% dos entrevistados declararam mudar hábitos alimentares e fazer dieta para perder peso, seguido da prática de exercícios físicos (61%). Além disso, 52% dos entrevistados não entende nada ou quase nada do que vem descrito nos rótulos das embalagens. “Entendemos que isso é um alerta para os fabricantes. É de senso comum, por exemplo, que chocolate engorda, porém quase não se fala sobre os benefícios do cacau para o coração”, diz Claudio Czarnobai, analista da Nielsen.

Remédios

A pesquisa demonstra que 8% dos entrevistados da América Latina afirmam usar remédios para perder peso. Os brasileiros, no entanto, superam esse índice: 12% dizem tomar medicamentos. As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

http://noticias.uol.com.br/ultnot/cienciaesaude/ultimas-noticias/estado/2012/01/25/pesquisa-aponta-que-53-dizem-estar-acima-do-peso.jhtm

Brasileiro é o que mais recorre a remédio de emagrecer na América Latina

Os brasileiros são os latino-americanos que mais recorrem a remédios para emagrecer na América Latina, mostra um estudo da empresa especializada em pesquisa de consumo Nielsen Holding. O estudo, que abrange a América Latina, mostra que 12% dos brasileiros usam emagrecedores.

A média de consumo, na região, é de 8%. Na Venezuela e no Peru, apenas 4% recorrem a esse tipo de medicamento.

Os brasileiros também são os mais insatisfeitos com a silhueta. Cerca de 43% se consideram "um pouco acima do peso" e 16% "acima do peso". Apenas 30% se mostram satisfeitos. A insatisfação dos brasileiros está acima da média mundial. De acordo com o estudo, 35% se consideram "um pouco acima do peso".

Os chilenos também se destacam como os que se consideram "muito acima do peso" - 8%. Entre os brasileiros, 3% se enquadram nesses perfil.

Os colombianos, por outro lado, são os mais contentes com a aparência - 44% consideram o seu peso satisfatório e 38% dizem estar um "pouco acima do peso". A média de satisfação na América Latina é de 37%.
Regime e exercícios

O estudo mostra ainda que 50% dos brasileiros tentam, atualmente, perder peso de alguma forma. Desses, 76% apelam para a mudança na dieta e 64% dizem estar fazendo exercícios.

Os mexicanos são os que mais buscam estar em forma - 60% tentam perder peso. Desses, 66% fazem exercícios físicos, os recordistas no quesito na região. Os que menos se exercitam são os peruanos - apenas 49%, entre os que que buscam perder peso.

O estudo mostra também que 52% dos latino-americanos não entendem "nada" ou "apenas parte" das informações nutricionais contidas nas embalagens dos alimentos.

Os latino-americanos (64%) são os que mais defendem a inclusão de informações calóricas nas embalagens, contra 53% dos europeus e apenas 28% dos africanos e árabes.

A pesquisa da Nielsen Holding ouviu 25 mil pessoas, por meio da internet.

http://noticias.uol.com.br/ultnot/cienciaesaude/ultimas-noticias/bbc/2012/01/27/brasileiro-e-o-que-mais-recorre-a-remedio-de-emagrecer-na-america-latina.jhtm

McDonald's muda hambúrguer nos EUA, diz jornal

Segundo 'Mail Online', troca ocorre após denúncia do chef Jamie Oliver.
Reportagem diz que hambúrgueres contêm hidróxido de amônia.

O McDonald´s, maior cadeia de fast-food do mundo, irá alterar a carne utilizada para fazer os seus hambúrgueres nos Estados Unidos. Segundo reportagem do 'Mail Online', a empresa decidiu retirar da fórmula de preparo da carne os produtos da empresa da empresa BPI (Beef Products Inc) após denúncia do chef britânico Jamie Oliver.

No ano passado, o chef, famoso por ser ativista de comida saudável , fez uma reportagem para seu programa de televisão afirmando que os hambúrgueres das unidades americanas do McDonald´s contêm hidróxido de amônia.

Segundo a reportagem, a empresa junta sobras de carnes gordurosas e faz uma mistura, apelidada de 'lodo rosa' por Oliver. Depois, o produto vai para a centrífuga e recebe uma lavagem que inclui hidróxido de amônia. O McDonald´s utilizaria esse método para engordar os hambúrgueres e aumentar o volume de carne.

O microbiologista do Departamento de Agricultura dos Estados Unidos, Geral Zirnstein, apoiou a campanha de Oliver e disse ao jornal que a utilização do hidróxido de amônio em alimentos deve ser proibida.

Em entrevista ao 'Mail Online', o diretor do Sistemas da Qualidade do McDonald´s, Todd Bacon, negou que a mudança na receita do hambúrguer foi forçada pela campanha de Oliver. Segundo ele, "a segurança de alimentos tem sido e continuará a ser uma prioridade no McDonald's" e "a decisão de retirar os produtos da BPI não está relacionada a qualquer evento específico, mas sim no esfoço de se alinhar a padrões globais de carne".

Ninguém da BPI foi encontrada pelo jornal britânico para comentar o assunto.

Mcdonalds Brasil diz que não utiliza hidróxido de amônia
Em nota, a assessoria do McDonald´s no Brasil informou que os hambúrgueres daqui são preparados de maneira diferente: "Na América Latina, a Arcos Dorados, empresa que opera a marca em toda a região, informa que o aditivo em questão não é e nunca foi utilizado como ingrediente em qualquer processo da cadeia produtiva da marca. A companhia acrescenta que os hambúrgueres são preparados com 100% de carne bovina e que toda a produção é validada pelas autoridades regulatórias locais".

http://g1.globo.com/economia/negocios/noticia/2012/01/mcdonalds-muda-hamburguer-nos-eua-diz-jornal.html

Refrigerante diet: uma lata ao dia pode elevar em 43% risco de ataque cardíaco.

Refrigerantes diet são opções menos calóricas quando comparados às versões ricas em açúcar, mas estudos recentes apontam que eles também não são mesmo uma opção saudável. Pesquisadores da Escola de Medicina de Miller, na Universidade de Miami, e da Universidade de Columbia, ambas nos Estados Unidos, identificaram que o consumo de uma lata de refrigerante diet por dia pode elevar em 43% o risco de um ataque cardíaco ou derrame.

Ao longo de 10 anos, estudo analisou mais de 2500 pessoas
Para chegar a estes resultados, os cientistas analisaram, por um período de 10 anos, o consumo de refrigerantes em mais de 2.500 pessoas. Quando comparados àqueles que não bebem nenhum tipo de refrigerante, os voluntários que consumiam uma lata da bebida diet ao dia apresentaram risco 40% mais elevado de desenvolver doenças cardiovasculares, como derrames e ataques cardíacos. Os pesquisados não eram portadores de doenças preexistentes, como diabetes ou hipertensão.

Os cientistas explicam que são necessários novos estudos para explicar os mecanismos que relacionam a ingestão frequente de refrigerante diet e a maior propensão a doenças cardiovasculares.

Até o momento, não há estudos que comprovem a relação entre adoçantes e câncer
Em estudo anterior, os pesquisadores da Universidade de Columbia relacionaram o excesso de sódio nos refrigerantes diets com alto risco de desenvolver doenças cardiovasculares. Os adoçantes, presentes nas fórmulas, também estão na mira das agências mundiais de saúde, mas, até o momento, não existem evidências clínicas suficientes para afirmar que sua ingestão esteja associada ao desenvolvimento de doenças, como o câncer.

http://gnt.globo.com/saude/noticias/Refrigerante-diet--uma-lata-ao-dia-pode-elevar-em-43--risco-de-ataque-cardiaco.shtml

quinta-feira, 19 de janeiro de 2012

Pesquisa vincula risco de morte por câncer de próstata com sobrepeso

O risco de morrer por câncer de próstata é quase duas vezes maior em homens com sobrepeso de mais de 20 quilos durante sua vida adulta, assinala uma pesquisa de cientistas australianos divulgada nesta quinta-feira.

"Este estudo mostra que a obesidade está relacionada com formas agressivas de câncer fatal", advertiu Dallas English, um dos autores da pesquisa, publicada pela "Revista Internacional do Câncer".

"É preciso manter um peso saudável durante a vida adulta", acrescentou English, diretor de um centro de pesquisa em genética e epidemiologia da Universidade de Melbourne.

Para o estudo, foram analisados os casos de 17 mil homens entre 40 e 69 anos de idade, uma geração na qual a obesidade não era um problema generalizado na Austrália.

"As coisas na Austrália mudaram muito", alertou o epidemiologista, ao lembrar que atualmente a taxa de obesidade infantil aumentou dramaticamente no país.

Uma pesquisa realizada em 2008 revelou que 42,1% dos homens australianos têm sobrepeso, enquanto 25,6% são obesos, em um país com 22 milhões de habitantes.

O mesmo estudo indica que 600 mil meninos entre 5 e 17 anos de idade padecem de sobrepeso ou obesidade, ou seja, 21% da população infantil.

http://www1.folha.uol.com.br/ciencia/1036449-pesquisa-vincula-risco-de-morte-por-cancer-de-prostata-com-sobrepeso.shtml

terça-feira, 10 de janeiro de 2012

Proteja-se do Câncer de Tireoide

Apesar de pouco comum, é preciso estar atento ao câncer de tireoide. Diagnosticado a partir de um tumor maligno de crescimento dentro da glândula da tireoide, possui excelentes perspectivas de tratamento. Assim como o câncer de mama, atinge na sua maioria mulheres acima de 35 anos. Porém, atinge também homens e mulheres entre 25 e 65 anos, principalmente, sendo três vezes mais frequente em mulheres.

Geralmente, o câncer de tireoide é descoberto pelo próprio paciente através do autoexame, que pode ser realizado a qualquer hora do dia, em qualquer lugar. Desse modo, no caso de encontrar alguma alteração (uma protuberância ou nódulo) na base do pescoço, é importante que consulte imediatamente um endocrinologista. Concluído o exame físico, pelo autoexame e pelo exame realizado pelo médico, ele solicitará novos exames para um diagnóstico conclusivo.

Algumas vezes, o câncer de tireoide pode reaparecer, após seu tratamento, ou se espalhar por outras partes do corpo. Por este motivo, os médicos recomendam um acompanhamento por meio de exames periódicos.

Algumas evidências científicas mostram que a exposição à radioatividade (a irradiação) externa, na cabeça ou no pescoço, pode provocar o câncer de tireoide. Pessoas expostas à radiação (terapias com Raios-X) entre as décadas de 20 e 60 (para o tratamento de acnes, amigdalite ou adenoides, por exemplo) têm maior risco de desenvolver o carcinoma de tireoide.

Os Números do Câncer

O câncer de tireoide ou carcinoma primário de tireoide (carcinoma tireoideano) é uma forma relativamente comum de doença maligna. Os nódulos tireoideanos são encontrados em 10% da população adulta, sendo benignos em mais de 90% dos casos. A maioria dos doentes apresentam uma excelente sobrevida a longo prazo.

A incidência da doença aumentou 10% na última década, mas o número de mortes relacionadas ao carcinoma tireoideano diminuiu. Cerca de 85% dos pacientes com doença diagnosticada e tratada em estágio inicial se mantém vivos e ativos.

De 65 a 80% destes cânceres são diagnosticados como câncer de tireoide papilar; 10 a 15%, como folicular; 5 a 10%, como medular e 3 a 5%, como anaplásico. Muitos médicos acreditam que os exames realizados dos primeiros 5 a 10 anos após a cirurgia de extração do tumor na tireoide são críticos.

Tipos de Câncer de Tireoide

Carcinoma papilifero – é o tipo mais comum. Pode aparecer em pacientes de qualquer idade, porém predomina entre os 30 e 50 anos. Devido à longa expectativa de vida, estima-se que uma entre mil pessoas tem ou teve este tipo de câncer. A taxa de cura é muito alta, chegando a se aproximar de 100%.

Carcinoma folicular – Tende a ocorrer em pacientes com mais de 40 anos. É considerado mais agressivo do que o papilifero. Em dois terços dos casos, não tem tendência à disseminação. Um tipo de carcinoma folicular mais agressivo é o Hurthle, que atinge pessoas com mais de 60 anos.

Carcinoma medular – Afeta as células parafoliculares, responsáveis pela produção da calcitonia, hormônio que contribui na regulação do nível sanguíneo de cálcio. Esse tipo de câncer costuma se apresentar de moderadamente a muito agressivo, sendo de difícil tratamento.

Carcinoma anaplásico ou inmedular – É muito raro. Porém é o tipo mais agressivo e tem o tratamento mais difícil, sendo responsável por dois terços dos óbitos de câncer da tireoide.